Degeneração Macular: causas, sintomas e tratamento com injeção intravítrea

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A degeneração macular relacionada à idade (DMRI) é a principal causa de perda de visão central em pessoas acima de 50 anos no Brasil. A doença afeta a mácula, região central da retina responsável pela visão de detalhes, e pode comprometer a leitura, o reconhecimento de rostos e a visão de perto.

O diagnóstico precoce é fundamental. Com tratamento adequado, é possível frear a progressão e preservar a visão funcional por muitos anos.

O que é a mácula e por que ela é tão importante?

A mácula é uma pequena área no centro da retina, com aproximadamente 5 mm de diâmetro. Ela contém a maior concentração de fotorreceptores do tipo cone — células responsáveis pela visão de alta resolução e pela percepção de cores.

Quando a mácula é danificada, a pessoa perde a visão central, mas mantém a visão periférica. Isso significa que ela enxerga o contorno dos objetos, mas não consegue ver os detalhes no centro do campo visual.

Tipos de degeneração macular

A DMRI se divide em dois tipos com características e tratamentos distintos:

DMRI seca (atrófica): representa cerca de 85% dos casos. É causada pelo acúmulo de depósitos chamados drusas sob a retina, com progressão lenta. Não existe tratamento que reverta a atrofia, mas suplementação com antioxidantes pode retardar a progressão em casos intermediários.

DMRI úmida (neovascular): menos comum, mas responsável pela maioria dos casos graves de perda de visão. Ocorre quando vasos sanguíneos anormais crescem sob a retina e vazam fluido. A progressão é rápida — às vezes em dias. O tratamento com injeção intravítrea de anti-VEGF é altamente eficaz quando iniciado precocemente.

Causas e fatores de risco

  • Idade: principal fator. O risco aumenta significativamente após os 60 anos.
  • Tabagismo: fumantes têm risco até 4 vezes maior de desenvolver DMRI.
  • Histórico familiar: a doença tem forte componente genético.
  • Exposição solar excessiva: a radiação UV ao longo da vida contribui para o dano macular.
  • Doenças cardiovasculares: hipertensão e colesterol elevado aumentam o risco.
  • Obesidade e sedentarismo: associados à progressão mais rápida.

Sintomas da degeneração macular

Os sintomas variam conforme o tipo e o estágio da doença. Os mais comuns incluem:

  • Visão central embaçada ou distorcida (linhas retas aparecem curvas)
  • Mancha escura ou ponto cego no centro do campo visual
  • Dificuldade para ler, mesmo com óculos
  • Cores menos vívidas ou alteradas
  • Necessidade de mais luz para realizar tarefas

O teste da grade de Amsler é uma ferramenta simples para monitorar a visão em casa. Se as linhas da grade parecerem onduladas ou houver áreas em branco, procure um oftalmologista imediatamente.

Como é feito o diagnóstico?

O oftalmologista realiza um exame completo da retina com dilatação da pupila. Para confirmar o diagnóstico e planejar o tratamento, são solicitados exames complementares:

  • OCT (tomografia de coerência óptica): imagem tridimensional da retina que identifica drusas, fluido sub-retiniano e atrofia.
  • Angiofluoresceinografia: avalia a circulação dos vasos da retina e detecta neovascularização na DMRI úmida.
  • Retinografia: fotografia da retina para documentação e acompanhamento.

Tratamento: como funciona a injeção intravítrea?

O principal tratamento para a DMRI úmida são as injeções intravítreas de anti-VEGF, medicamentos que bloqueiam o fator de crescimento vascular endotelial, responsável pela formação de vasos anormais.

O procedimento é realizado no consultório com anestesia tópica (colírio). Uma agulha fina injeta o medicamento diretamente no interior do olho. O procedimento dura cerca de 10 minutos e a maioria dos pacientes relata mínimo desconforto.

Os medicamentos mais utilizados no Brasil são ranibizumabe (Lucentis), bevacizumabe (Avastin) e aflibercepte (Eylea). O protocolo inicial costuma incluir 3 injeções mensais, seguidas de aplicações conforme a resposta do paciente.

Para a DMRI seca, o tratamento baseia-se em suplementação com a fórmula AREDS2 (vitaminas C e E, luteína, zeaxantina, zinco) em casos intermediários e avançados de um olho.

A degeneração macular tem cura?

Não existe cura para a DMRI, mas o tratamento — especialmente na forma úmida — é capaz de deter a progressão e, em muitos casos, recuperar parte da visão perdida. O diagnóstico precoce e o acompanhamento regular são essenciais para preservar a visão funcional.

A injeção intravítrea é dolorosa?

A maioria dos pacientes relata apenas uma leve pressão durante a aplicação. O olho é anestesiado com colírio antes do procedimento, o que elimina a dor. Pode ocorrer vermelhidão ou desconforto leve nas horas seguintes, que desaparecem rapidamente.

Quem tem DMRI pode perder totalmente a visão?

A DMRI afeta apenas a visão central. A visão periférica é preservada, o que significa que a cegueira total não ocorre. No entanto, a perda da visão central compromete seriamente atividades cotidianas como leitura, direção e reconhecimento de rostos.

Como prevenir a degeneração macular?

Não é possível prevenir completamente, mas é possível reduzir o risco. As medidas mais eficazes são: parar de fumar, usar óculos de sol com proteção UV, manter dieta rica em vegetais verde-escuros e peixes, controlar pressão e colesterol e fazer exames oftalmológicos anuais após os 50 anos.

A Clínica CEOC realiza diagnóstico e tratamento da DMRI em Contagem – MG, com equipamentos de OCT de última geração e equipe especializada em retina. Agende sua avaliação.

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